Por que você faz o que você faz? (ou... Tenho(a) uma história positiva pra contar!)

29.9.15 2 Comments A+ a-


Olá gente... tudo bem!?
Tenho que contar uma coisa que eu fiz esse fim de semana rsrsrs
Participei de um curso onde o objetivo principal era ~botar abaixo as nossas crenças limitantes~.
No começo fiquei meio confusa, meio querendo defender o sistema de crenças em que eu vivo (sem nem perceber, mas é o que normalmente fazemos), mas depois deixei rolar e vi que ter a clareza do porquê eu faço o que faço, pode me ajudar enormemente a alterar alguns comportamentos que me travam de alguma forma, comportamentos que me impedem (impediam, no caso \o/) de conquistar meus objetivos.

Não entendeu nada? Não fez sentido pra você?
Então vamos colocar um holofote sobre um exemplo, e como o assunto preferido aqui nesse Blog é parto, vamos falar dele:

-Quem aí não conhece alguma mulher que se julga ~incapaz~ de parir? Aquela que quando nos ouve falar em parto, chega a se arrepiar, que não cogita nem tentar, que acha que isso não é pra ela... "É lindo, mas não é pra mim!"

Agora eu te pergunto, o que aconteceu no passado para que essa mulher pense assim hoje? Que histórias ela tem ouvido? Que histórias ela tem contado pra si mesma? Quem disse pra ela que parto é uma barreira intransponível? Há quanto tempo as mulheres tem filhos de forma natural e desde quando elas começaram a achar que não conseguem? Como essa crença chegou nessas mulheres? A quem interessa que mulheres sintam-se incapazes de ter seus filhos de forma natural? Em que sistema ela vive? Por que ela faz o que ela faz?

Pois é... o que move o mundo são as perguntas!

Eu também já me achei incapaz de parir, minha primeira gestação foi interrompida por uma cesariana, aos 7 meses de gestação, por motivo de infecção urinária, sem dor, sem nada, 2 dias inteirinhos no hospital tomando medicação e o médico volta pro plantão e resolve me operar. A quem me perguntava o que tinha acontecido, eu dizia: "Tive uma cesariana pois estava com infecção urinária"... e o assunto geralmente acabava ali. Minha Maria nasceu com 1,555kg e passou 22 dias na UTI, veio pra casa, não mamou porque me contaram que eu tinha leite, mas ele era muito fraquinho e que nem valia a pena. Ouvi da minha mãe que minha história parecia com a dela, sem parto vaginal... sem amamentação... aceitei.
Segunda gestação chegou, contei pra minha mãe, ela me disse que uma vez que temos uma cesariana, não existe como ter um parto, eu aceitei, entendi, segui meu pré-natal, rumo a minha cesariana.
Um dia um amigo do meu marido me contou a história do parto do filho dele, eu estava com mais de 25 semanas de gestação e ele falou sobre parto domiciliar. No momento que ele falou eu pensei: "Que tipo de gente maluca corre esse risco assim, sem a menor necessidade... e se algo acontecesse!?". Segui minha vida... mas aí, segui uma vida com uma pulguinha atrás da orelha... "a mulher dele conseguiu", eu pensava. Fui pesquisar no google rsrs
Li histórias lindas, li histórias de partos lindos... e li alguma história de uma mulher que tinha tido seu bebê de parto normal, depois de uma cesariana! E aí tudo mudou!
Pedi "socorro" em uma lista de e-mails sobre parto, encontrei uma doula, ela me contou histórias que desmentiam minha mãe, ela me dizia que eu conseguiria sim, ela dizia que meu corpo era perfeito e que ele saberia parir. Conversei com ela sobre minha cesariana, contei os detalhes, ela achou tudo muito estranho e me deu um nome de um médico de sua confiança... relutei um pouco mas fui. E esse médico também me contava coisas diferentes da minha mãe, ele também dizia que era possível, ele também achou estranha minha cesariana.
Comprei livros que me diziam que era possível... li histórias com desfechos felizes... vi vídeos de partos e chorei muito de emoção pelo youtube mesmo rsrs... enfim... contei novas histórias pra mim!
Troquei de médico... tive um parto domiciliar lindo... quase 4 anos depois, tive outro rsrsrs

O que eu quero dizer com tudo isso?
Não, a culpa não é da minha mãe, não tem um culpado nisso... embora minha avó tenha tido seus 16 filhos com muita tranquilidade, quando minha mãe engravidou, já não estava tão perto da minha avó, e o médico também contou histórias pra ela, o médico disse que ela não podia esperar mais pq eu havia passado já do tempo e fez uma cesárea, e minha irmã caçula nasceu de outra cesariana justamente pq, uma vez cesárea, sempre cesárea... foi a história que o médico contou pra ela... foi a história que ela me contou e que por um tempo eu acreditei. Até que comecei a fazer as perguntas certas pra mim... até que conheci novas histórias.. até que mergulhei em novas histórias... até que acreditei em novas histórias... e essas novas histórias me diziam que era possível sim. Mudei meu sistema de crenças, escolhi um sistema positivo naquele momento, e hoje, ter a clareza disso faz com que eu me sinta muito mais confortável.
Nós temos as respostas pras nossas questões, as vezes o que nos falta é a pergunta certa! ;)

Cada dia que passa fico mais apaixonada pelo meu trabalho como Coach também, perguntas certas na hora certa podem mudar vidas. Eu mudei minha história, eu mudei meu sistema de crenças, eu conto novas histórias pra mim, eu conto novas histórias por aí e cada vez que me aprofundo um pouco mais, a sensação de que estou no caminho certo me toma e me deixa muito feliz!
Não existe sucesso sem felicidade, e o meu sorriso constante no rosto desde que comecei a trilhar esse novo caminho me dá a certeza de que essa é a direção certa pro meu sucesso!

Turma 4 - Método SUPERE/Porto Alegre-RS
Gratidão eterna a equipe da Agência Nacional de Coaching, Cláudio Rodrigues, Louise Souza e Michele Marques por estarem por aí mudando/salvando vidas!
Gratidão a todos colegas que se entregaram 100% nesses 2 dias imersos!
Vocês são parte de mim agora!
<3


2 comentários

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Luciana Klain
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29 de setembro de 2015 16:37 delete

Vish! Que lindeza de texto!

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Camila Lima
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29 de setembro de 2015 18:58 delete

Gratidão amada... foi feito com muito carinho! <3

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