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O primeiro passo? ACREDITAR!

Olá genteee... tudo bem com vocês?
Espero que sim rsrs

Então, hoje eu vim contar pra vocês meus devaneios depois que li um comentário despretensioso que eu recebi, mas que ficou martelando aqui na minha cabeça. Foi algo simples, do tipo: "Camila, tu tivesse 2 partos domiciliares depois de uma cesárea, podia contar esse segredo pra nós né!? rsrsrs"

O "rsrsrs" pra mim deu esse tom de brincadeira e tal... mas gente, tô até agora sem conseguir pensar em outra coisa, e é exatamente disso que eu vou falar hoje.

Fazendo uma retrospectiva das minhas gestações o que eu posso contar pra vocês é que eu inconscientemente "controlei meus pensamentos".

Como assim?

Eu tinha na minha mente o meu parto perfeito e era por ele que eu lutaria.

1º PD (VBAC) - Nascimento da Anahi (Equipe: Zezé, Zeza e Ric)
Eu não queria hospital, eu não queria intervenções, eu não queria episiotomia, eu não queria cesárea, eu não queria fórceps... eu não... eu não... eu não... eu não queria várias coisas... mas antes de tudo isso, eu QUERIA um parto domiciliar tranquilo.
Então, porquê eu ia ficar estudando e pensando e fazendo cálculo e surtando pensando nas coisas que eu NÃO queria se eu tinha um parto domiciliar lindão e que eu QUERIA pra dar conta?
Percebem o que aconteceu?
Meu pensamento estava sempre no que eu queria, SEMPRE.
Eu não me dei muito tempo de pensar em algo dando 'errado'.
Tanto vídeo lindo de PD na internet (passei a gravidez chorando emocionada com tanta beleza)... aí eu vou ficar vendo vídeo de riscos e complicações?
Não faz sentido.
Eu era gestante, minha função era PARIR... quem tem que entender de risco e complicação não sou eu okay!? Okay. E pra não ficar fritando nisso, escolhi uma equipe de minha total confiança. <3
Eu não fiz grandes preparações físicas para o parto, mas o meu cérebro tava inteiro nesse meu sonho.
Eu queria parto domiciliar... dei jeito pra conseguir a grana, preparei a mala da maternidade, fiz o plano de parto com possibilidade até de cesárea e rico em detalhes em caso de transferência. Caso eu fosse transferida tudo estava lá escrito no meu plano de parto, era parte do (meu) protocolo, deixar tudo escrito, esvaziar a minha mente dos "se" e botar tudo pro papel, deixando a cabeça limpinha pra pensar só no meu PD.
Caso meu parto virasse uma emergência hospitalar, uma cesárea, o que fosse... eu havia escolhido um médico de confiança também e mais uma vez, eu não tinha o porquê ficar gastando o pouco tempo que eu tinha pra conquistar meu PD, pensando no que poderia dar errado, eu tinha uma equipe na qual eu confiava, e se por acaso algo saísse do meu plano perfeito de PD, eles saberiam, junto comigo, manejar a situação.

Ai Camila, mas as pessoas na rua olham para uma gestante e vem dar pitaco!

Vocês acham que comigo foi diferente?
Ouvi horrores... HORRORES... "Maass... tu pode morrer."; "Maass... tu é louca."; Maass... acho que tu não consegue."; Maass... e se teu útero explodir (sim, foi exatamente essa a palavra)?".
Gente, assim, nenhuma daquelas pessoas lidavam com informação de qualidade e baseada em evidência científica como eu lido diariamente, ou seja, elas genuinamente estavam tentando me alertar para um MEDO delas. E aí é que tá, é um medo DELAS, não era meu. Informação cura muito medo sabiam?
Se preferirem, preservem-se... não contem por aí seus planos, pois vai chover pitaco sim. Mas pra mim, dizer que seria um parto domiciliar e lidar com as respostas e expressões, responder com informação atualizada e científica era parte de mim, do meu ativismo e eu consegui lidar bem com isso.
Outra coisa de ouro que fiz e hoje eu chamo conscientemente de IMERSÃO... é o seguinte: ouça, leia, veja, fale, VIVA aquilo que você QUER!
Como assim?
Eu estava sempre em contato com gente que tinha essa mesma vibe, gente que assim como eu acredita que a mulher sabe parir, gente que assim como eu busca informação atualizada e preza pelas boas práticas, eu via vídeos lindos, eu lia histórias lindas... isso só me dava força, elevava minha auto-estima... tornava meu sonho palpável.

2º PD (2VBAC) - Nascimento da Dandara (Equipe: Zeza e Grazy)
Enfim, RESPONSABILIZE-SE apenas pelas coisas que você PODE CONTROLAR.
Pense POSITIVAMENTE... ACREDITE no melhor... mas deixe a "rota de fuga" preparada.
FAÇA o MELHOR que pode... investigue suas limitações e medos... INFORME-SE.
Não carregue CULPAS... carregue SONHOS... mas REALIZE-OS para que eles, acumulados sobre ti, não pesem.

O primeiro passo para algo dar certo na nossa vida é ACREDITAR genuinamente!
Eu já falei hoje que ACREDITO na sabedoria do teu corpo grávido?

Se estão te contando histórias horríveis por aí... selecione melhor.
Tem gente contando histórias lindas, de amor, entrega e superação...
Eu tenho umas histórias deliciosas pra te contar... vamos conversar!?
<3


Vida de doula..

Eu saio de casa pra um parto...
Não.. não é só de casa que eu saio... eu saio do eixo.. eu saio da minha vida e vou viver a vida dela, da gestante...
Eu saio, deixo tudo aqui pq confio na minha rede de apoio...
Eu vou... só vou!
Depois que o bebê nasce eu volto e a vida exige atualização...

Para uns podem ser apenas algumas horas... mas... aqui, na minha vida... a coisa exige atualização...
O esforço físico e mental para acompanhar um nascimento é necessário... 
Agora, pós-parto, estou aqui com aquela sensação de ressaca... mas uma ressaca boa... só de pijama, recuperando o corpo.. a mente... comendo coisinhas gostosas, pés pra cima... e um sorrisinho leve de dever cumprido!

Sigo de olho no celular... tem mais bebê pra chegar... rsrs

Acho que é assim que as pessoas que amam o que fazem se sentem!
ticon hear
#AmoSerDoula

Trabalha em casa? Que vida boa hein!!! - Aham... senta lá...

Oi oi gente...
sabe do que tenho me dado conta?
Que eu, quando trabalhava fora, eu na verdade descansava!
Isso mesmo!
As 8h que eu passava trabalhando era um descanso perto de trabalhar em casa, dia e noite, noite e dia.
Home Office... é como chamam isso... gente louca... quem inventou?!
rsrsrsrs

Ta... parei...
Gente louca... era o que eu pensava quando comecei a trabalhar em casa direto.
Trabalhar em casa não é fácil, mas aí fui me dando conta de que com organização, a coisa vai, a coisa flui.
Não é "só" o blog e as fã-page pra dar conta...
Não são "só" os cursos online pra dar conta...
Não é "só" Dandara pra dar conta...
Não é "só" louça/roupa/comida/limpeza pra dar conta...
É tudo isso junto e com as mesmas 24h das pessoas normais!
Se esse post fosse escrito um tempo atrás seria uma choradeira... MAS...

Não é!
Olha gente, trabalhar em casa com filhos não é a coisa mais fácil do mundo não, mas organizando direitinho a gente da conta de tudo e se sente a própria Mulher Maravilha.
Não perder um minutinho da baguncinha gostosa da caçula é o que faz valer a pena!
Estar escrevendo um texto tri sério e olhar pro lado e dar de cara com essa linda com a cesta na cabeça é o que me faz sorrir, é o que me faz perceber que tô no meu caminho certinho!
<3


Se me arrependo?
Nem por um minuto!
Sigo procurando uma rotina que se adapte ao meu estilo de vida, e creio que estou no caminho certo!
Cada dia identifico algo a ser melhorado para o meu conforto, algo que vá me ajudar no meu dia a dia... e tem funcionado!
Eu sempre fui madrugadeira... sempre encarei as manhãs como a hora melhor pra dormir!
Mas agora mudei isso e GEN-TE... as manhãs são imensas... as vezes tudo que preciso fazer, faço numa manhã!
Devagarinho vou encontrando a medida!

Mudar dá medo... mas o medo é inerente ao ser né, então, vamos em frente, com medo mesmo!
;)

Eu sou doula vó... -Dou o quê?!


Olá gente, tudo bem!?
Hoje eu queria convidar vocês pra uma reflexão, eu vou trazer para esse post o meu exemplo de vida, mas queria que vocês fizessem a mesma reflexão a respeito da vida de vocês.
Eu tenho tido conversas longas comigo mesma a respeito dos porquês! Porque as pessoas fazem o que elas fazem? Quais os motivos? O que está envolvido nessas decisões que muitas vezes são decisões para uma vida inteira? As pessoas estão vivendo a vida que vieram pra viver?

Trazendo essas questões pra minha vida, vou contar a vocês um pouco da minha trajetória... ou "como vim parar aqui'?

Eu venho de uma família onde a estabilidade financeira é um valor muito importante, onde o arriscar é um verbo muito raro e onde ser 'diferente' as vezes (geralmente) pode ser visto como um fracasso. Tenho pai e mãe hoje aposentados, mas que foram funcionários públicos a vida inteira, tive uma vida confortável, estudei em ótimos colégios, fui cercada de mimos e privilégios. Entrei pra Universidade Federal de Pernambuco, e embora só isso já seja um sonho pra muita gente, pra minha mãe era apenas 'minha obrigação'. Meu desconforto já começou quando eu entrei pro curso de Geografia, é, isso mesmo, a doula aqui é Geógrafa. Só o curso que eu escolhi, pra ela (minha mãe) já foi motivo suficiente para me eleger como 'o fracasso' da casa. Okay, tudo bem, lidei com isso. Concluí o curso, entrei pro Mestrado, concluí o mestrado. Em nenhum momento ninguém me perguntou se era aquilo mesmo que eu queria fazer, mas eu era bolsista, tinha aquela certa (e falsa) estabilidade (financeira) momentânea, e isso silenciou as pessoas que falavam demais, a bolsa me dava paz, não só pelo lado financeiro, mas paz aos ouvidos, pois comprou o silêncio de quem cuidava minha vida. Embora a Geografia fosse vista como o meu fracasso (que aliás, não é), ninguém perguntou se eu era feliz, pois como eu era bolsista, se eu tinha grana no bolso, logo, eu era feliz... pra algumas pessoas é automática essa relação... mas ó, não é bem assim tá gente, não é mesmo! O que tem de tão errado na minha família então? NADA... absolutamente nada! Eles só tem uma visão da vida que não me serve, só.

Ser Mestre em Geografia não diz nada sobre mim, nada. E o problema está longe da Geografia, aliás, a Geografia é linda, é cheia de amor pra dar, e eu adoro sim... mas daí a viver (d)isso, não era bem o que eu queria pra minha vida! Pois é... nesse ponto eu já era Mestre na coisa e nem sabia o porque de estar fazendo aquilo, eu sentei ali na minha zona de conforto e fiquei, pois ali eu estava estável, e como eu falei, esse era um valor importante pra minha família, e eu cuidei desse valor com carinho até o dia que eu pensei... "hmmm... legal, tô com grana, carreira se estabelecendo, mas... não tô feliz, deve ter algo errado nisso aê!".

Algo errado? Gendocééuuu... eu vivia a vida de outra pessoa, essa é minha impressão analisando hoje friamente. Eu me sentia no modo automático, eu vivi a 'pilha' da estabilidade, acreditei nela, mas sabe-se lá porque nada (NADA) daquilo fazia sentido pra mim. "O que tem de errado em querer ser estável Camila?" Nadica de nada, sério, nada mesmo, desde que faça sentido pra você! Aliás, quantos de vocês sabiam que eu sou Geógrafa? Poucos creio eu, e é exatamente por isso, porque não fazia o menor sentido "eu lá"!!!

Maaas, se eu não enxergava a Geografia como um fim, comecei a tratá-la como um meio, abri meus olhos pras oportunidades de sair 'dali'. Eu viajei muito durante o curso, e as coisas que eu fazia/sentia/pensava durante essas viagens não eram coisas de alguém que valorize minimamente a tal  da estabilidade. Eu pensava em correr o mundo, viver de artesanato, dançar... sei lá.. eu pensava muita coisa e nenhuma delas eu me via fazendo, porque né, eu teria que por de lado minha 'estabilidade'... e como minha mãe ia encarar isso? E como minha família ia entender? Eu chegava a escutar a voz da minha vó "Vai viver de luz!?"

Respirei fundo, fugi.

Vó, Mãe, eu e a Caçula Dandara
Saí da minha tão fofinha e aparentemente estável zona de conforto. Fui dar um rolé pra descobrir, longe dos olhares que me cuidavam e me mantinham na minha bolha, quem sou eu? O que eu quero pra mim? Fui atravessar pontes que nunca me foram permitidas... amei o outro lado... queimei as pontes.

Não preciso dizer que a carreira acadêmia que estava sendo construída por mim sabe-se lá porque foi abandonada né. Sim, foi a primeira coisa que eu deixei lá, na minha bolha. Eu bradava aos 4 ventos que queria ser livre e independente e adivinha só... casei. <3 Eu prometi pra mim que não ficaria mais 'desconfortável' com nenhuma situação, tipo, vou ser feliz, não sei o que vou fazer, mas vou ser feliz.

"Ta pensando que amor enche barriga?!" - É... minha avó novamente.
"Feliz aniversário, que Deus te dê um emprego estável, um marido rico e juízo!" - Sim... ela novamente... eu juro que ouvi isso a minha vida toda, em todos os meus aniversários. Aliás, a parte do emprego e do juízo seguem até hoje... rsrs Te amo vó! <3

Olha, ser criada por quem tem a estabilidade financeira como um valor (fooorte) e não lutar arduamente por isso, é uma novela gente, é passar a vida sendo chamada de louca, de irresponsável, de inconsequente e outros apelidos carinhosos que conquistei durante a vida, maaas... começar a viver a vida que veio pra viver, ser feliz e realizada com isso, e ouvir esses mesmos 'elogios' das mesmas pessoas, entendendo que é só uma questão de pontos de vista, de divergência de valores, de foco, tem lá um gostinho especial sabe. Antes eu ficava tri braba quando me chamavam dessas coisas, hoje eu dou risada porque sei que, eles não entendem, é só isso. Não tem nada de errado com eles... nem comigo... apenas pensamos diferente e somos felizes assim.

Bom... e como eu descobri o que raio eu vim fazer aqui nesse planeta?

Sensação de felicidade extrema e tranquilidade na pisada, é o que acontece quando achamos nosso propósito de vida. Passei um tempo caindo no papo do Zeca Pagodinho... "Deixa a vida me levar...", mas agora acabou. Tenho 3 filhas e o nascimento da Anahi, minha filha do meio, me fez entrar em contato com algo pelo qual eu quero lutar o resto da minha vida. Para desespero de geral da minha família (tá, não são todos, assumidamente não ao menos rsrs), a inconsequente que vos escreve é muitíssimo feliz sendo Doula!

Matéria da Revista Donna/ZH. "Vóóó, tô no Jornal vóóó!!! rsrsrs
"Dou o que!?" - Vó! <3 rsrs

Dou amor vó... dou atenção, cuidado, respeito... dou informação, colo, massagem... dou força, dou eu... me dôo!!! Sou doula vó, não fiz concurso público, não tenho essa tal famigerada estabilidade, vivo no embalo dos partos que atendo, as vezes tem, as vezes não tem... é como onda... é como contração... é minha vida! É assim que eu sou feliz, é disso que eu vivo, é pra isso que me dedico e é isso que vim fazer nesse mundo! É ser doula que faz meu coração disparar... é ser doula que me faz chorar a cada parto... é ser doula que me faz sentir viva, e cada bebê que chega, eu me renovo, minhas esperanças aumentam, minha felicidade chega no topo.

"Mas da pra viver disso Camila!?"
kkkkkkkkkkkkk ... ei, olha pra mim, o que não dá é pra EU viver sem isso! <3

E você aí, tá vivendo a vida que veio pra viver?
=)

Beijocas! ;)

Por que você faz o que você faz? (ou... Tenho(a) uma história positiva pra contar!)


Olá gente... tudo bem!?
Tenho que contar uma coisa que eu fiz esse fim de semana rsrsrs
Participei de um curso onde o objetivo principal era ~botar abaixo as nossas crenças limitantes~.
No começo fiquei meio confusa, meio querendo defender o sistema de crenças em que eu vivo (sem nem perceber, mas é o que normalmente fazemos), mas depois deixei rolar e vi que ter a clareza do porquê eu faço o que faço, pode me ajudar enormemente a alterar alguns comportamentos que me travam de alguma forma, comportamentos que me impedem (impediam, no caso \o/) de conquistar meus objetivos.

Não entendeu nada? Não fez sentido pra você?
Então vamos colocar um holofote sobre um exemplo, e como o assunto preferido aqui nesse Blog é parto, vamos falar dele:

-Quem aí não conhece alguma mulher que se julga ~incapaz~ de parir? Aquela que quando nos ouve falar em parto, chega a se arrepiar, que não cogita nem tentar, que acha que isso não é pra ela... "É lindo, mas não é pra mim!"

Agora eu te pergunto, o que aconteceu no passado para que essa mulher pense assim hoje? Que histórias ela tem ouvido? Que histórias ela tem contado pra si mesma? Quem disse pra ela que parto é uma barreira intransponível? Há quanto tempo as mulheres tem filhos de forma natural e desde quando elas começaram a achar que não conseguem? Como essa crença chegou nessas mulheres? A quem interessa que mulheres sintam-se incapazes de ter seus filhos de forma natural? Em que sistema ela vive? Por que ela faz o que ela faz?

Pois é... o que move o mundo são as perguntas!

Eu também já me achei incapaz de parir, minha primeira gestação foi interrompida por uma cesariana, aos 7 meses de gestação, por motivo de infecção urinária, sem dor, sem nada, 2 dias inteirinhos no hospital tomando medicação e o médico volta pro plantão e resolve me operar. A quem me perguntava o que tinha acontecido, eu dizia: "Tive uma cesariana pois estava com infecção urinária"... e o assunto geralmente acabava ali. Minha Maria nasceu com 1,555kg e passou 22 dias na UTI, veio pra casa, não mamou porque me contaram que eu tinha leite, mas ele era muito fraquinho e que nem valia a pena. Ouvi da minha mãe que minha história parecia com a dela, sem parto vaginal... sem amamentação... aceitei.
Segunda gestação chegou, contei pra minha mãe, ela me disse que uma vez que temos uma cesariana, não existe como ter um parto, eu aceitei, entendi, segui meu pré-natal, rumo a minha cesariana.
Um dia um amigo do meu marido me contou a história do parto do filho dele, eu estava com mais de 25 semanas de gestação e ele falou sobre parto domiciliar. No momento que ele falou eu pensei: "Que tipo de gente maluca corre esse risco assim, sem a menor necessidade... e se algo acontecesse!?". Segui minha vida... mas aí, segui uma vida com uma pulguinha atrás da orelha... "a mulher dele conseguiu", eu pensava. Fui pesquisar no google rsrs
Li histórias lindas, li histórias de partos lindos... e li alguma história de uma mulher que tinha tido seu bebê de parto normal, depois de uma cesariana! E aí tudo mudou!
Pedi "socorro" em uma lista de e-mails sobre parto, encontrei uma doula, ela me contou histórias que desmentiam minha mãe, ela me dizia que eu conseguiria sim, ela dizia que meu corpo era perfeito e que ele saberia parir. Conversei com ela sobre minha cesariana, contei os detalhes, ela achou tudo muito estranho e me deu um nome de um médico de sua confiança... relutei um pouco mas fui. E esse médico também me contava coisas diferentes da minha mãe, ele também dizia que era possível, ele também achou estranha minha cesariana.
Comprei livros que me diziam que era possível... li histórias com desfechos felizes... vi vídeos de partos e chorei muito de emoção pelo youtube mesmo rsrs... enfim... contei novas histórias pra mim!
Troquei de médico... tive um parto domiciliar lindo... quase 4 anos depois, tive outro rsrsrs

O que eu quero dizer com tudo isso?
Não, a culpa não é da minha mãe, não tem um culpado nisso... embora minha avó tenha tido seus 16 filhos com muita tranquilidade, quando minha mãe engravidou, já não estava tão perto da minha avó, e o médico também contou histórias pra ela, o médico disse que ela não podia esperar mais pq eu havia passado já do tempo e fez uma cesárea, e minha irmã caçula nasceu de outra cesariana justamente pq, uma vez cesárea, sempre cesárea... foi a história que o médico contou pra ela... foi a história que ela me contou e que por um tempo eu acreditei. Até que comecei a fazer as perguntas certas pra mim... até que conheci novas histórias.. até que mergulhei em novas histórias... até que acreditei em novas histórias... e essas novas histórias me diziam que era possível sim. Mudei meu sistema de crenças, escolhi um sistema positivo naquele momento, e hoje, ter a clareza disso faz com que eu me sinta muito mais confortável.
Nós temos as respostas pras nossas questões, as vezes o que nos falta é a pergunta certa! ;)

Cada dia que passa fico mais apaixonada pelo meu trabalho como Coach também, perguntas certas na hora certa podem mudar vidas. Eu mudei minha história, eu mudei meu sistema de crenças, eu conto novas histórias pra mim, eu conto novas histórias por aí e cada vez que me aprofundo um pouco mais, a sensação de que estou no caminho certo me toma e me deixa muito feliz!
Não existe sucesso sem felicidade, e o meu sorriso constante no rosto desde que comecei a trilhar esse novo caminho me dá a certeza de que essa é a direção certa pro meu sucesso!

Turma 4 - Método SUPERE/Porto Alegre-RS
Gratidão eterna a equipe da Agência Nacional de Coaching, Cláudio Rodrigues, Louise Souza e Michele Marques por estarem por aí mudando/salvando vidas!
Gratidão a todos colegas que se entregaram 100% nesses 2 dias imersos!
Vocês são parte de mim agora!
<3



Mas afinal, o que é essa tal de 'partolândia'?

Eu, Camila Lima, revisitando a partolândia... parindo Dandara.
Foto: Martha Reichel Reus

Olá genteee...
então... o termo ~partolândia~ é bem conhecido nos grupos ativistas pela humanização do parto e do nascimento humano, mas, nem só de gente pertencente a estes grupos é feito esse mundão né?!

Algumas pessoas já me perguntaram de onde eu tirei o nome e eu acho que merece uma explicação!
Eu podia começar dizendo que é o estado alterado de consciência blá blá blá... mas alguém já escreveu à respeito e eu não vou me fazer de louca e vou colocar o texto prontinho aqui rsrsrs

O texto é longo mas é MARAVILHOSO... explica de cabo a rabo... tira qualquer dúvida a respeito do termo e sobre tudo que diz respeito a ele!

Convido vocês então à essa leitura deliciosa... <3


"Existe um lugar secreto pra onde podemos ir. É um lugar pouco divulgado, antes mais pessoas visitavam, hoje apenas uma minoria tem a oportunidade de ir até lá. Mas todas as pessoas que já foram costumam descrever-lo como um lugar mágico.

Eu mesma nunca tinha ouvido falar. Depois que comecei a freqüentar grupos de mulheres que relatavam seus partos passei a ouvir a tal frase misteriosa: “então entrei na partolândia” e eu me perguntava: “que raio é esse de partolândia? Como se faz pra ir até lá? Pra quê ir até lá? O que tem lá?”.

Pra variar, fui estudar o assunto e descobri um mundo à parte. A verdade é que a partolândia tem vários endereços. Ela está dentro de cada fêmea deste mundo. Não é feita de conceito, não tem forma definida, não é construída através de cultura ou criação. Ela simplesmente está lá. E não requer exercícios específicos, treinamentos pra saber entrar nela. Nem se trata de um privilégio pra poucas. Sendo uma mulher prestes a parir, já é suficiente pra se ter o ingresso nas mãos.

O problema é que hoje em dia há trombadinhas especialistas em roubar tal ingresso das mãos de mulheres em trabalho de parto. Nem sempre esses trombadinhas são pessoas necessariamente. Algumas mulheres chegam a entrar na partolândia e são arrancadas de lá. Outras nem chegam a conhecer esse maravilhoso lugar e nem ficam sabendo de sua existência. Na verdade, alguns trombadinhas são bem intencionados, mas por não saberem da existência da partolândia e suas maravilhas, num ato que acreditam ser benéfico acabam tirando essa oportunidade da parturiente.

Hoje em dia o maior medo de uma gestante é o de sentir muita dor no trabalho de parto. É um pavor que vem sendo cultivado pela nossa sociedade através de uma catequização constante de que o parto é sofrido e doloroso. Vemos mulheres sofrendo horrores no parto em novelas, filmes e até programas de TV que prometem mostrar um parto real. Quantas vezes assisti a partos Frank (frankstein) no Discovery Home & Health com mulheres urrando de dor em posição frango assado suplicando pela anestesia com médicos e enfermeiras ao seu redor fazendo toque a todo momento pra saber a quantas anda a dilatação e falando o tempo todo com essa mulher: “vamos, faça força! Respira! Vamos! De novo! No 3 hein! 1-2-3, forçaaa!”. A coitada lá, suando, fazendo respiração cachorrinho quando de repente vem um anestesista e acaba com o sofrimento. Ela continua fazendo força, mas agora não se sabe por que o bebê não sai. Gritam com ela: “você não está fazendo força o suficiente! Vamos, força!”. O bebê então entra em sofrimento fetal visto através dos batimentos cardíacos no cardiotoco ligado desde o momento em que a mãe chegou na maternidade. O médico apela pro fórceps de alívio. Algumas vezes dá certo, outras não e a cesariana finalmente salva a vida do bebê. Em novelas da Globo é comum ver mulheres com um pano na boca pra morder de tanta dor, gritando e uma parteira molhando uma compressa (que até hoje não sei pra que serve) numa bacia de água. Essas verdadeiras visões do inferno contribuem pra que se propague cada vez mais uma visão negativa e aterrorizante de um evento natural, fisiológico e cheio de significado na vida de um ser-humano.

O medo da dor é reforçado através de relatos tenebrosos de parto normal que sempre culminam em tragédias. Depois de muito sofrimento materno, a maioria deles termina em crianças com retardo mental por falta de oxigenação, morte por enforcamento pelo cordão umbilical, morte por decapitação pelo fórceps e outras atrocidades. Geralmente as explicações são associadas ao corpo da mãe que não se comportou como deveria ou por ser defeituoso (falta de abertura, falta de dilatação, força insuficiente) ou como se fosse traiçoeiro (o bebê passou do tempo e começou a sofrer dentro da mãe, por exemplo). Mas tudo isso eu já falei em posts anteriores. O problema é que essa dor horrenda e esses episódios de sofrimento materno e fetal têm em 99% dos casos alguns fatores em comum que são ignorados pela maioria: ocorrem em maternidades, são explicados e registrados em prontuários por médicos e a mulher encontra-se em uma situação sempre semelhante: rodeada de pessoas (em sua maioria desconhecidas), num ambiente frio com luz forte, posição frango assado, restringida, etc. E a grande maioria não conhece a partolândia.

Seria o caso de perguntar: o que o hospital/maternidade tem a ver com o sofrimento, com a dor com o fato dessas mulheres não conhecerem a partolândia? O que a falta da partolândia tem a ver com o sofrimento? Afinal de contas...o que é essa partolândia?!? Então vamos nos aprofundar mais nisso.

O ser humano tem o cérebro mais avançado do reino animal. Isso se deve à formação do neocórtex, uma camada fina encontrada em volta do cérebro. O neocortex é responsável pelos pensamentos, pelo raciocínio. Abaixo do cérebro temos uma glândula famosa chamada hipotálamo. Ele é responsável pelo comportamento instintivo de todos os animais, inclusive nós humanos. Controla o sistema involuntário que mantém a temperatura, produz a fome quando precisamos nos alimentar secretando hormônios que atuam nas glândulas supra-renais. As supra-renais liberam outros hormônios que atuam diretamente no nosso comportamento em diferentes situações. Portanto, é o Hipotálamos que desencadeia processos primordiais para a continuação da espécie.

Para preservar a espécie, somos levados a dormir, acordar, caçar (na antiguidade), comer, beber, fazer necessidades, fazer sexo, gestar, parir, cuidar das crias, defender-se, fugir do perigo, etc. Cada comportamento é regido por uma cascata de hormônios e neurotransmissores (substâncias cerebrais) que em algumas circunstâncias podem ter sua secreção prejudicada pela ativação inadequada do neocortex.
O neocortex é ativado através de estímulos externos que levam o individuo à situação de alerta, como a necessidade de raciocinar. Perguntas, luz forte, ser observado, etc. Quando o neocortex é ativado, o hipotálamo pode sofrer um rebaixamento de sua atividade. Outras vezes, a ativação do neocortex leva a uma interpretação da situação que exige que o hipotálamo secrete uma substância contrária à que estava sendo secretada anteriormente. Por exemplo: uma substância secretada no estado de relaxamento que pode levar ao êxtase ou ao sono pode ser interrompida por um barulho que é interpretado como perigo levando o individuo a secretar adrenalina. O mesmo ocorre quando se é tocado repentinamente ou quando algo nos estressa. Pode ser o apito de uma máquina que verifica os batimentos cardíacos, a cara de preocupação do médico, uma enfermeira irritante, o marido nervoso, a sogra apavorada.

Então imaginemos uma pessoa adormecendo. Ela repousa num ambiente tranqüilo, com pouca ou nenhuma luz, silencioso ou com um som de fundo quase que hipnótico, ela vai se desligando dos problemas, dos pensamentos, entrando num estado de consciência completamente diferente como se mergulhasse em si mesma e finalmente dorme. A partir daí passa por vários estágios do sono a começar por alpha, que serão repetidos algumas vezes durante esse período de descanso. Com certeza se ocorrer um barulho, se acenderem uma luz forte na cara dessa pessoa, se tocarem nela principalmente de forma abrupta, se começar a fazer muito frio, se começarem a fazer perguntas ou se ela se sentir observada, seu estado muda automaticamente para a vigília e o sono é interrompido. E assim é um trabalho de parto (TP).

O TP deve ser comparado às necessidades básicas (principalmente dormir e fazer sexo) porque é igualmente regido pelo hipotálamo. Quando nos deixamos levar pelo TP em si sem nenhuma interrupção externa, sem nenhuma intervenção, somos automaticamente levadas á partolândia. Portanto, a partolândia nada mais é do que um estado de consciência que permite à mulher se comportar de maneira instintiva. A introspecção é o primeiro sintoma e isso pode começar dias antes quando a mulher começa a não querer participar de eventos coletivos e prefere ficar em um ambiente que julga seguro (na maioria das vezes sua própria casa) esperando a hora chegar. Quando o TP se inicia, a introspecção começa a ficar mais evidente mostrando a necessidade de fazer uma viagem para dentro de si.

Em muitos relatos de parto natural (sem intervenções) observo que as mulheres começam contando detalhadamente cada acontecimento e conforme o relato é desenvolvido, os detalhes vão se perdendo. Isso se deve à mudança de estado de consciência dessas mulheres que acabam por se desligar do mundo externo e entrar na partolândia onde apenas sensações são registradas e os pensamentos são quase inexistentes. Muitas vezes não se lembram quem estava presente, o que falaram. Apenas as sensações são descritas e eu nunca li ou ouvi nada parecido com sofrimento. Assim como quando dormimos ou temos um sexo satisfatório que nos leva a um orgasmo.

Há tempos já se sabe as principais substâncias secretadas durante a estadia na partolândia. No entanto, sabia-se apenas suas funções fisiológicas e que suas quantidades se modificam em cada estágio do TP. A ocitocina é responsável pela contração e a dilatação uterina. É a primeira a ser secretada no TP. As endorfinas atuam como analgésicos naturais relaxando a musculatura esquelética e diminuindo as sensações dolorosas. A adrenalina torna a atividade de expulsão do feto, no final do TP, mais eficaz. Hoje já se sabe que a atuação dessas substâncias vai além do físico alterando o comportamento, o que pode facilitar o entendimento das necessidades da parturiente e inclusive saber quanto seu útero está dilatado apenas observando como ela se comporta evitando, assim, toques desnecessários que podem tirar a mãe da partolândia.

Nota-se que nos partos naturais, logo após o nascimento, a mulher tende a posicionar-se de joelhos ou a sentar-se. Esta liberação de adrenalina é favorável aos mamíferos em geral, pois coloca a fêmea em situação de alerta. O bebê recebe parte desses hormônios do parto e, ao nascimento, está com as pupilas dilatadas. Ambos, o bebê e a mãe, possuem então condições fisiológicas para o contato olho no olho, fundamental na espécie humana.

A ocitocina é chamada de hormônio do amor por estar presente durante o orgasmo. Assim como no parto, a mulher não consegue chegar às vias de fato se não se entregar e se desligar do mundo externo. E só há entrega se ela estiver se sentindo à vontade e segura, num ambiente que propicia a concentração. Durante o orgasmo, assim como no TP, a ocitocina promove a contração uterina e é por todas essas semelhanças que dizemos que o parto faz parte da vida sexual dessa mulher. Portanto, o ambiente adequado pra ela parir é semelhante ao que ela considera ideal para fazer sexo. Um ambiente inadequado pode gerar inibição, medo, irritação e outras sensações desagradáveis que a fazem liberar adrenalina. Nesta fase do TP, a adrenalina compete receptores sensoriais com a ocitocina, o que quer dizer que a adrenalina inibe o efeito da ocitocina retardando o TP e aumentando a dor. A partir do momento em que o bebê nasce, a taxa de ocitocina na mulher chega ao seu ápice e é passada para o bebê através do cordão umbilical. Desse modo, ao se olharem, mãe e filho criam um vínculo forte que acelera o estabelecimento de uma interdependência que mais tarde culmina no amor entre os dois.

A ação das endorfinas é potente. Até a mulher atingir 8cm de dilatação a dor vai aumentando, porém continua suportável. A função da dor é estimular a secreção das endorfinas que trarão uma sensação prazerosa e concomitantemente a diminuição da dor. Principalmente se a secreção e propagação de endorfinas forem aceleradas através do relaxamento muscular e da dilatação dos vasos sanguíneos. Pra isso, existem métodos como massagem e água quente na região lombar.Se um estímulo externo tirar a parturiente da partolândia causando susto, constrangimento ou medo, ela liberará adrenalina que tem ação vaso-constritora dificultando a chegada das endorfinas, o que aumenta consideravelmente a dor. A partir da dilatação total (10cm), a maioria dos relatos revela que a dor diminui, isso comprova que a secreção de endorfinas já está a todo vapor. São opiáceos da família da morfina que não só tiram a dor mas ajudam a mulher a entrar nesse estado de consciência alterado e prazeroso. Hoje é sabido que o bebê também já secreta suas endorfinas e experimenta sensação semelhante durante o parto.

Com dilatação total, a ação da adrenalina se torna importante para a fase expulsiva do TP. Sua secreção nesse momento permite a ejeção. No sexo é responsável pela ejaculação, na amamentação é responsável pela ejeção do leite e no parto é responsável pela expulsão do bebê. A mulher se torna atenta, algumas vezes agressiva na medida exata para finalizar o TP e para cuidar de seu bebê assim que ele nasce. É comum ainda um estado de euforia devido às endorfinas combinado com a sensação de extrema energia e alerta importantes nesse momento. A dor simplesmente não existe mais. Os relatos são unânimes.

Durante a gestação, a mulher secreta prolactina que é responsável pela fabricação do leite. Este leite (chamado de colostro num primeiro momento) é armazenado nos alvéolos das mamas. Ao redor desses alvéolos existem células musculares que ao se contraírem, fazem com que os alvéolos secretem o leite. No momento do parto, o alto nível de ocitocina promove essa contração culminando na ejeção do leite por conta da adrenalina. Esse é o motivo pelo qual o leite desce mais rápido num parto natural.

Infelizmente, muitos médicos ignoram a partolândia criando protocolos infundados nas maternidades cheios de intervenções invasivas e desnecessárias. O fato da mulher ter de responder a uma série de perguntas faz com que ela ative o neocortex por ter de raciocinar o lado primitivo do cérebro e, portanto, dificultando o ingresso á partolândia. A sala fria desconcentra. Muitas pessoas observando inibe. Toques vaginais freqüentes também. A luz forte ativa o estado de alerta e o ambiente estranho gera insegurança. O fato da mulher ficar restringida numa maca desconfortável sem poder mudar de posição é uma das coisas que mais dificulta (se não impedir) o ingresso á partolândia. Além de desconfortável e inibitória, a posição de frango assado (proibida durante toda a gestação) faz com que o peso do útero e do bebê comprimam a artéria que leva oxigenação para o bebê, além de impedir a ação da gravidade (utilizada no parto de cócoras), o que dificulta a saída do bebê. Esta posição é a campeã de TPs demorados regados a dor materna e sofrimento fetal por falta de oxigenação adequada, culminando em intervenções que se não fosse tal posição seriam desnecessárias.

Isto não quer dizer que uma mulher que não ingressa na partolândia não ame seu filho ou não consiga amamentá-lo. Mas sem dúvida entrar em TP e realizar um parto natural propicia uma experiência única para mãe e filho. Geralmente, ao entrar na partolândia, a mulher vivencia um mergulho em si mesma que modifica seu modo de ver o mundo e a si mesma. É uma experiência que permite o auto-conhecimento num nível que de outra forma seria impossível. Ela experimenta de forma intensa do que seu corpo é capaz e do que ela é capaz, mudando sua auto-estima. Relatos constantemente descrevem que após o parto sentem-se capazes de absolutamente tudo. Muitas inseguranças vão embora. É comum mulheres que foram à partolândia mudarem seu comportamento com relação ao que a sociedade preconiza. Segura de si, a mulher da partolândia dificilmente sucumbe aos padrões estéticos, profissionais e morais ditados e acredita mais nas suas vontades. Desse modo, desenvolve menos depressão pós-parto, menos problemas com amamentação e vivencia um amadurecimento mais precoce.

Tal amadurecimento é vivenciado a partir do momento em que o vinculo mãe-filho fortificado pela ação da ocitocina é, posteriormente, sedimentado pela prolactina. A prolactina também tem um efeito comportamental. Ao passar pela partolândia e ter altos níveis de ocitocina, esta felizarda mãe também experimenta altos níveis de prolactina (níveis esses impossíveis de serem alcançados por quem não foi à partolândia). A prolactina tende a provocar estados mentais de subordinação e submissão às leis da natureza. Isto vem sendo amplamente estudado e comprovado na Suécia. Esta subordinação aumenta a adaptabilidade às necessidades do bebê. Este vem sendo apontado como um dos motivos para que mães visitantes da partolândia terem maior sucesso na amamentação.

A amamentação não é inata e nem fácil. Mas os altos níveis de prolactina permitem uma melhor adaptação e uma maior força de vontade para driblar os problemas e conseguir amamentar o bebê. Além disso, é comum que mães da partolândia (como as índias e de mulheres de outros países também) amamentem durante anos. Isto porque a modernização do parto juntamente com a necessidade de trabalhar fora faça com que a prolactina seja liberada em menor quantidade e por um período curto de tempo, provocando um desmame precoce.

São comuns as queixas de uma amamentação sofrida, cheia de frustrações e sensações ruins que levam algumas mães e verem esse período com sofrimento e sucumbirem a explicações sem fundamento do tipo: “tenho pouco leite” ou “meu leite não sustenta” para justificarem um comportamento repulsivo á amamentação que nem elas sabem explicar, mas que gera culpa. Já as mães que passaram pela partolândia costumam relatar experiências felizes com a amamentação e chegam a lastimar quando o filho dá o grito de independência não pedindo mais o peito. É nesse momento que nota-se uma tendência maior de se doar nas mães da partolândia." (Fonte: Renata Olah)



E aí... que achou? Entendeu a partolândia? Já foi 'lá'? Não foi? Ficou curiosa? 

O nome do Grupo foi pensado e repensado... outros nomes vieram a minha cabeça, mas nenhum era tão auto explicativo (pra mim) quanto esse... nenhum resumia tão bem a minha intenção... nenhum resumia tão bem o que acredito, pelo que eu luto, pelo que eu vivo.
Por mais partos dignos...
Por uma superlotação lá... na partolândia!

Vem conhecer o grupo... vem conhecer a partolândia!
Você não vai se arrepender!
<3

=*